sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Filha da Chacrete



Pois é, a Camila,uma das minhas melhores amigas, está lá dando a cara a tapa. Sozinha com as suas lembranças contando as suas histórias para quem quiser ouvir. Dançando, cantando, rindo, chorando, emocionando.
Verdadeira em tudo o que faz, Camila, sem pudores conta tudo da sua vida com a sua mãe, uma ex-bailarina e ex-chacrete , que se permitia viver a vida guiada pela alegria e pela liberdade.
Um projeto antigo, que, enfim, saiu do papel, passou pelo coração e subiu no palco do Teatro Ziembinski.
Vida longa pra Chacrete. Parabéns para Camila.
Vale à pena sim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

diário de uma atriz-professora de teatro de uma escola municipal(eu)

É sorriso, gritaria, chute, pontapé, briga,mordida, arranhão, cantoria, gargalhada, sorriso, puxão de cabelo, dedo no olho, gente largada no chão, cheiro de biscoito, um em cima do outro, meninas vestidas de rosa, meninos amontoados, criança com nariz escorrendo, perfume de sabonete, corda, elástico, bala, olho brilhando, correria, braços abertos, abraços, beijo estalado, roda de mão dada, tia pra lá,tia pra cá, menino,sai daí de cima, desculpa, foi sem querer, vou chamar seu responsável, já pra direção, qual é a merenda de hoje, presente, faltou, sumiu, recreio, entrada, saída.
Hoje reencontrei meus alunos, depois de uma (quá,quá,quá) semana de férias. Eles estão lindos! Bagunceiros pra caramba(mas eu também sou bagunceira). Bagunceiros e lindos! Ai, ai, ai, sou feliz!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

e dentro de mim
essa vontade que não passa
o que me sobra
é bater na sua porta
esperar você abrir
e entrar

utilidade pública

meu coração está sentado na praça
jogando chumbinho para os pombos

silêncio


você a viu?

eu estou à procura da minha palavra

ela estava aqui

inteira

mais precisamente em minhas mãos do que em meus lábios

cadê?

perdida no caminho

sinto que ela deve estar aqui

como folha e gelo

e não adianta emudecer os lábios

para forjar o silêncio

eu não irei esmagar aquele que a roubou de mim

eu não posso conviver com um homem sem palavra

eu a quero

eu preciso da palavra

preciso dela para burlar meus sentimentos
pra não me expôr

pra me derramar

para não gritar os uivos da minha fera

a palavra...a palavra



ps: esse texto não é meu, é do meu amigo-irmão-alma gêmea-pedaço de mim Ângelo Flávio, integra o texto do espetáculo "Silêncio" da Cia dos Comuns, onde trabalho como atriz.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

segunda-feira

procurei em mim e achei em Eduardo Galeano, e é com ele que eu começo a semana:

"Quem tem medo de viver não nasce."

e mais uma vez:as palavras!

estou com a boca cerrada

tenho palavras que querem sair

mas que eu não quero falar